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sexta-feira, fevereiro 07, 2003
A Maldição de Carlinhos Brown (Vejam só! Esse texto é de setembro de 1997... Sinistro...brrrrrr....) No ZZfiles deste mês abrimos nossos arquivos secretos para apresentar-lhes evidências incontestáveis e conclusivas da "Maldição de Carlinhos Brown". Por nossa própria conta e risco, seguimos pequenas pistas deixadas na mídia, que, estranhamente, não foram investigadas. Conseguimos estabelecer uma rede de pessoas que tiveram contato com essa figura ímpar do nosso cenário musical e caíram em desgraça física, financeira ou moral. É... Mano Brown não é mole não. Brown é um pé-frio, sangue-ruim, que só atrai azar e infortúnio para quem cruza seu caminho. Nossas desconfianças começaram com o rompimento da banda mineira Sepultura. Muitas versões sobre o fim foram divulgadas pela imprensa do mundo todo, mas nem as questões empresariais ou mesmo financeiras foram decisivas para a separação do grupo brasileiro de maior sucesso no exterior. O Sepultura acabou por causa da improvável participação do Bruxo Brown no álbum Roots, que detonou divergências musicais irreversíveis entre os integrantes da banda. Max "Ah eu tô maluco" Cavalera, vocalista do Sepultura e grande responsável pela mudança do som da banda, em seus dois últimos álbuns, querendo assumir o controle criativo da banda convidou Brown para gravar uma música com o Sepultura sem o grupo saber. O resto da banda, que já tinha achado aquele negócio de gravar música com tribo indígena um programa de índio, não pensou duas vezes e pediu a conta. Como diz o ditado popular: o diabo nunca fica sozinho, mas separa todos a sua volta. Carlinhos Brown foi também o pivô do divórcio entre o compositor Chico Buarque e a atriz Marieta Severo. Depois de quase trinta anos de casamento enfrentando a ditadura militar, o exílio, o vício de cocaína de Chico e todo resto, a relação acabou. Tudo por que eles, infelizmente, não estavam preparados para ter o inventor da timbalada como genro. Para quem não sabe o feiticeiro Brown é casado com a filha mais nova do casal, Helena. Parece que a briga final se deu num daqueles almoços de domingo. Toda família Buarque de Hollanda reunida e Brown larga aquela sua máxima: " o nada não existe, pois o nada já é um elemento excessivo de informações". Nesta noite o casal teria tido uma briga violenta, que acabou culminando com o divórcio. Segundo informações de vizinhos foram ouvidas frases acusativas dos dois lados, mas apenas uma pode ser entendida com clareza, Chico consternado gritava: "se você tivesse deixado que ela estudasse em Cuba nada disso teria acontecido..." Mas nem só de separações e discórdia é feita a maldição de Brown. Aqueles que se envolvem com a Black Magic Brown podem ter um fim pior. Como é o caso da Marisa Monte. Em sua busca pelas melhores cabeças de sua geração (e não estamos falando necessariamente de música) Marisa acabou conhecendo o místico Brown. Seu envolvimento sério com a magia baiana do Candeal parece tê-la atordoado de tal forma que em seu último CD, Barulhinho Bom, Marisa incluiu quatro músicas de Brown. Não contente Brown ainda co-produziu o disco. Marisa, que é de longe a melhor voz de sua geração, nunca soube escolher seus parceiros, quer na música como na sua vida íntima. A parceria com Nando Reis, quando a cantora misturou as duas coisas, já tinha sido um erro. Porém, sua parceria musical e espiritual com Carlinhos Brown, transformou Marisa na verdadeira tradução da falsa baiana ? "aquela que não bole nem nada/ e que quando entra no samba ninguém grita oba!" ? da música de Geraldo Pereira, imortalizada na voz da Gal Costa. Quem teve a oportunidade de acompanhar alguns dos poucos shows de uma conturbada turnê conjunta que Brown e Marisa fizeram no centro do país, e que, não por acaso, acabou tendo suas apresentações em Porto Alegre canceladas, pode vislumbrar o quão aturdida e confusa está Marisa. Vê-la na MTV ao lado do Mago Brown fazendo uma tentativa de dança da "bundinha" foi das cenas mais grotescas e ridículas já mostradas naquela emissora. O caso da cantora é grave, talvez irreversível, e requer uma intervenção médica urgente. Uma vez que no atual estado de influência demoníaca em que Marisa se encontra ela já não responde por seus atos. A Maldição de Brown já atravessou o além-mar e não encontra barreiras para seus desígnios malignos. Brown fez uma participação pequena e nada especial em Velocidade Máxima 2, teve até mesmo sua música "A Namorada" incluída na trilha sonora. Foi o suficiente para o filme ser um fracasso retumbante de bilheteria nos Estados Unidos, e comprometer as promissoras carreiras de Sandra Bullock e do diretor holandês Jan De Bont, que também dirigiu Twister e o primeiro Velocidade Máxima. Brown também estaria por trás dos vários acidentes no set de filmagem que atrasaram a gravação do filme e prejudicaram seu lançamento no verão americano. Mas se o internauta incrédulo ainda não acredita na maldição, reservamos para o final o melhor: foi encontrado entre os destroços do Fiat Uno de Chico Science uma fita do álbum Alfagamabetizado de Brown. Tudo leva a crer que Science ouvia Carlinhos Brown quando perdeu o controle do carro e se espatifou contra um poste. Sad But True. Especulamos até se não foi suicídio. Por isso a ZeroZen adverte: Carlinhos Brown faz mal a saúde, evite o contágio por meio auditivo e mantenha fora do alcance das crianças. Considerações finais: Apesar da aparente imunidade dos Paralamas ao convívio com Carlinhos Brown - lembram-se de Uma Brasileira? - acreditamos que o grupo corre um sério perigo de vida. Devia parar de andar de avião, esquecer o mercado latino e viver das glórias do passado. Um último lembrete aos desavisados: ninguém que cruzou os caminhos da maldição de Carlinhos Brown sobreviveu para contar a história. Até porque o Big Brother Brown não diz coisa com coisa, e ia ser difícil para o pessoal alfabetizado explicar em casa o que Bruxo Brown disse. Last But Not Least, Carlinhos Brown nasceu no mesmo dia em que morreram John Kennedy e Aldus Huxley. Isso quer dizer evidentemente alguma coisa, só não sei o quê. Sexo frágil? Recebi um e-mail emocionado e dramático de uma amiguinha (ok babe... anonimato garantido... hohoho) confessando que isso aqui já aconteceu com ela. Pois é leitoras... quinta-feira, fevereiro 06, 2003
Pergunta do dia: afinal de contas, o que é Carlinhos Brown? Sim, primeiro veja essa matéria que saiu no Estadão. Agora reflita sobre coisas como "Candyall Guetho Square", "asilo cultural na Espanha" e "não agüentar mais a intelectualidade brasileira". Meu Deus do céu... quarta-feira, fevereiro 05, 2003
terça-feira, fevereiro 04, 2003
I Was Born to Rock!!!!!!! homenagem ao riff que estava em primeiro lugar quando vim ao mundo! You need coolin', baby, I'm not foolin'... segunda-feira, fevereiro 03, 2003
A primeira festa de aniversário de Mano Wladimir Por Vladimir Cunha Mano Wladimir está tenso. No colo da mãe, Marisa Monte, ele ainda não conseguiu entender exatamente o que está se passando. Ao seu lado, Carlinhos Brown conversa com Wally Salomão, que cita uma poesia de Caetano Veloso, que dá um brigadeiro orgânico (sem chocolate e sem leite condensado) para Zeca, que leva um pito da mãe, Paula Lavigne. Mano Wladimir está tenso. É a sua primeira festa de aniversário. "Criança sã/De uma rã/Guardiã/Eu sou seu fã/Na manhã/Aramaçã/Cunhã". A música infantil escrita por Arnaldo Antunes especialmente para a festa é a trilha sonora da dança das cadeiras. Nada da Turma da Mônica, nada de atores desempregados vestidos de Pikachu. Aqui a coisa é diferente. MM resolveu ser mãe em grande estilo e contratou a Companhia Bufa de Artes e Performances do Absurdo para animar a festa. Fantasiado de Ed Motta, um ator recita de trás para a frente toda a obra de Eça de Queiroz para algumas crianças. Do outro lado da sala, um grupo de clowns (sim, porque numa festa como essa é proibido ter palhaço) ensaia uma volta à posição fetal enquanto ostenta reproduções dos parangolés de Hélio Oiticica. Num canto, Carlinhos Brown dá uma entrevista para uma repórter da revista Bravo, escalada especialmente para cobrir o evento. - E aí, Brown? Está feliz com o primeiro aninho do Mano Wladimir? - É uma coisa da modernidade nagô, no que tange a referência espaço/tempo do ciclo da história humana. O cósmico supremo da realização superlativa, a poética da bioenergia enquanto motor da sublimação ótica. É onde o eu e o tu fundem-se na epiderme inconsciente. - E o que você deu de presente para ele? - Pensei na questão do pacifismo, na guerra como catalisador das emoções humanas ao mesmo tempo em que atrai e repudia o ser. A máquina ceifadora que gera vibrações orgônicas, que tangencia e descontinua a unidade solar dos povos. - Como assim? - Eu dei um boneco dos Comandos em Ação... Enquanto as crianças não podem comer o bolo de cenoura, aniz e mel de cana ? que traz estampado uma reprodução de O Abaporu, de Tarsila do Amaral, em sua cobertura ? Marisa Monte serve a elas copos de suco de gengibre e balas de cravo da Índia. Até que Paula Lavigne tem a idéia de chamá-las para um karaokê. Quem começa a brincadeira é Benedito Tutankamon Pedro Baby, cinco anos e filho de um dos roadies de Arnaldo Antunes, que canta O Avarandado do Amanhecer, de Caetano Veloso. Em seguida é a vez de Zabelê Tucumã Nhenhé Çairã, três anos e filha da empresária de Carlinhos Brown, que canta Ana de Amsterdã, de Chico Buarque. Ao saber que a próxima criança a cantar é a impronunciável Zadhe Akham Mahalubé Sinosukarnopatrionitnafilewathua, filha da copeira de Marisa Monte, Paula Lavigne acha melhor suspender o karaokê. É hora do Parabéns a Você. Os convidados reúnem-se em torno da mesa. E então, Marisa Monte anuncia uma surpresa: quem irá cantar o Parabéns é Carlinhos Brown. Brown, que andava meio sumido depois de sua entrevista para a Bravo, aparece vestido com um cocar feito de canudinhos de plástico, uma camisa de jornal e uma tanga de folhas de bananeira. Atrás dele, 315 percussionistas da Timbalada, um videomaker e quatro poetas marginais. Brown pega um garrafão de água mineral e começa a cantar sua versão para Parabéns a Você: - Vim para cantar/A tropicália alegria de um povo/Azul, badauê, zumbi/Ela não me quer/Mas sou um tacle regueiro/Viva o divino samba de João/Monarco na rua/Meu bloco chegou. Arnaldo Antunes se empolga e começa a recitar poesias descontroladamente, Marisa Monte gorgeia e improvisa algumas melodias, a Timbalada toca um samba-reggae, Paula Lavigne cai na farra e Caetano acha tudo "lindo". O videomaker filma tudo e Wally Salomão escreve o release. Os poetas marginais aproveitam a confusão para roubar uns docinhos. Um executivo de uma grande gravadora, que entrou de penetra, contrata todos os presentes e promete CD, DVD, livro, críticas favoráveis no New York Times, participação de David Byrne e especial de televisão. Para comemorar, Arnaldo Antunes põe um disco de Lupicínio Rodrigues. O ator vestido de Ed Motta cospe fogo. Marisa Monte lê Mário Quintana em voz alta. Mano Wladimir chora. É a sua primeira festa de aniversário. Pete Townshend diz ter álibi (saiu na Brasil 2000) A Internet Watch Foundation da Inglaterra, entidade que vigia o conteúdo da web no país, voltou atrás e declarou nesta semana que Pete Townshend, guitarrista do The Who, entrou mesmo em contato com a organização para denunciar alguns sites de pedofilia. Num primeiro momento, a entidade negou qualquer contato do cara. A declaração da entidade pode ajudar, e muito, que Townshend se livre da condenação de pedófilo, crime pelo qual está sendo acusado. |